Chega-se ao Barril por Pedras D'El Rei, um aldeamento de casas brancas e jardins verdejantes, com a Ria de Tavira em pano de fundo. A travessia da Ria é feita por uma ponte suspensa pedonal e o acesso à praia é de comboio. De um lado e do outro, sapais. Ecossistemas ricos de fauna e flora onde, em dias de sorte, descobrimos flamingos e outras espécies de pássaros que os miúdos adoram e só costumam ver no jardim zoológico. A viagem de comboio termina à chegada ao Barril. A praia fica para lá das dunas, à distância de um passadiço de madeira com vista privilegiada para o Cemitério das Âncoras, um dos ex-libris locais. Do lado de lá, um areal que se estende por vários quilómetros e se perde num mar azul de águas quentes e cristalinas.
E por ali ficámos, rendidos ao calor e à imensidão do mar, acompanhando de perto as brincadeiras dos miúdos e aproveitando mais um dia no nosso querido Sotavento Algarvio. Fomos dos últimos a regressar, já o sol ía longe. No seu lugar, uma maravilhosa lua cheia que iluminava céu, mar e Ria e com ela a imensa vontade de voltar.
O meu verão tem destas coisas: aniversários atrás de aniversários… no espaço de uma semana, o aniversário dos 3 homens da minha vida: marido, filho e pai. Todos seguidos. Todos Virgem. E claro, todos inteligentes, metódicos, tímidos e reservados. Os três muito diferentes. Os três quase iguais! ♥♥♥
E os aniversários terminaram na segunda-feira, no dia de anos do meu pai, com a alegria de um jantar em família, ao ar livre, onde os Parabéns se cantaram vezes sem conta.
E é nesta altura que me apercebo que Setembro chegou e o Verão já vai quase no fim. Connosco fica a memória dos dias longos e das noites quentes, do dolce far niente e de todos os momentos bons que vivemos. Um sorriso nos lábios e as baterias carregadas para mais um ano cheio de desafios bons (tenho a certeza!)...
Domingo foi dia de festa, dia de aniversário do Pai Nuno.
Este ano, a comemoração foi feita a quatro em registo de férias e de brincadeira, não fossemos todos crianças! Logo ali ao lado, em terras de Andaluzia, na Isla Mágica. Fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair. Vimos tudo a que tínhamos direito. Andámos em todas as diversões que conseguimos e pudemos. Eles, bem ensinados, esticavam-se de cada vez que eram medidos, antes de entrarem nas diversões com limite mínimo de altura. Nós, deliciados, constactámos [mais uma vez] como os nossos meninos estão crescidos e corajosos!
Adoraram. Ou antes, adorámos! Uma estreia em Parques de Diversões, para eles e para mim [que o mais longe que tinha ido era à Feira Popular de Lisboa, noutros tempos].
Sal, sol, sul e Sotavento Algarvio. Praia. Ou melhor, 5 praias diferentes. Agora que os miúdos estão mais crescidos, e as sestas vão longe, dá para prolongar a manhã de praia, o que nos dá liberdade para ir conhecer novos locais e novas praias.
Barcos, comboios e pontes. Por ali, ir à praia é uma aventura que inclui sempre uma passagem pela Ria e meios de transporte alternativos.
Bolas de Berlim na praia. Ou melhor, bolas de Berlim com creme na praia [e outras iguarias só permitidas em férias].
Amigos do peito sempre por perto. Jantares comunitários, ora nuns ora nos outros.
A alegria espelhada nos seus pequenos rostos. O colo constante. Os abraços intermináveis. Nós. Nós. Nós.
Liberdade. Os nossos horários. Ao nosso ritmo. Sem pressas. Só a disfrutar.
A poucos quilómetros de Espanha, Castro Marim. Vila algarvia que, por esta altura, se veste a rigor para a Feira Medieval. Gentes de outros tempos misturam-se com turistas e curiosos num festim de música, dança, cores e diversão.
Quando estamos por perto fazemos questão de passar por lá. Os miúdos adoram e nós também! Chegamos pelo final da tarde e ficamos até ser noite, acompanhando de perto os vários artistas que vão actuando pelas ruas, no coreto e lá em cima, dentro das muralhas. E este ano não foi excepção.
Para quem anda este fim-de-semana por essa zona do Algarve, recomendo ir até lá. Para todos, aqui fica um primeiro registo dos Dias Medievais de Castro Marim.