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Histórias Contadas

Uma empreendedora em cada blogger

Gosto de projectos que nascem do coração. Que surgem como uma ideia ténue e que depois, quando damos conta, assumem uma clarividência tão óbvia que não pode ser de outra maneira. Projectos que ganham sentido, forma, uma identidade, uma marca, que vão crescendo e que servem de exemplo vivo que a vida não se esgota em palavras como conjuntura, crise e todas as nuvens cinzentas que insistem em pairar no (nosso) céu. E é assim que imagino que os Projectos que vos trago hoje tenham surgido...

São mulheres, na maioria mães, e bloggers que criaram a sua própria marca e utilizam o blogue como montra para a mesma.

 

Ana Garcia Martins

Desde logo, o fenómeno Pipoca Mais DoceConfesso que tenho dificuldade em enumerar todos os projectos que a Ana Garcia Martins já abraçou. Tem uma loja, publicou livros, já foi embaixadora de muitas marcas e produtos. Escolhi-a por ser a primeira, por ter desbravado o caminho e, claro, por ser igual a si mesma!

Fernanda Velez

É a criadora de outro fenómeno de popularidade chamado Blog da Carlota. A Fernanda Velez e a sua pequena Carlota são dos rostos mais conhecidos na blogosfera portuguesa. Já participaram em muitas campanhas, mas o projecto que, para mim, merece destaque é o Mercadito da Carlota pelo seu sucesso mas, principalmente, por ser uma óptima montra para novos projectos.

Rita Ferro Alvim

e o seu Socorro sou mãe. Gosto muito da Rita. Parece-me ser uma pessoa muito simpática e genuína. O ano passado criou o Crush fotografia, depois de ter sido desafiada por muitos amigos e amigos de amigos a ser a fotógrafa de serviço em festas e eventos sociais.

Cláudia Casal

O projecto mais recente surge pela mão da Cláudia Casal do A place for twiggs. Chama-se Menina Lisboa e, segundo a Cláudia, é o seu atelier de design, onde irá partilhar produtos, projectos de design gráfico e quaisquer outras ideias que possam ser simpáticas e giras de partilhar.

Na área dos serviços ou produto, estas bloggers arriscaram a sair da sua zona de conforto e abraçar novos desafios. Sem dúvida, óptimos exemplos a seguir!

Gangue da conspiração

Somos três. Conhecemo-nos no mundo de empreendedorismo. E, se tivesse que nos definir, diria que somos o Gangue da Conspiração. Ou, por outra, o Gangue da Inspiração!

Reunimos a gosto, numa espécie de tertúlias nas quais vivemos momentos mágicos repletos de inspiração. Sonhos. Ideias. Projectos. Tudo serve para conspirar... e inspirar. 

O que nos juntou? O mesmo gosto pelo saber fazer português. A mesma ideia de criar um Portugal melhor. O mesmo desejo de fazer acontecer.

O que nos mantém unidas? A amizade que foi crescendo e cimentando, a mesma que nos aproxima em cada obstáculo que ultrapassamos juntas.

Se algum dia iremos ver um projecto conjunto crescer? Ainda não sei dizer.

Mas, uma coisa tenho certa: Miúdas, podem sempre contar comigo porque eu adoro conspirar convosco!

Quando se fecha uma porta...

Sou de lágrima fácil. Toquem no nervo certo e é vê-las correr cara abaixo sem controlo, dó ou piedade. E este é um daqueles momentos em que as emoções falam mais alto. Na verdade, encerro neste post quase 3 anos de um sonho, uma ideia, um projecto, uma empresa. E tudo isto não passaria de um lugar comum se não dissesse respeito ao meu sonho, à minha ideia, ao meu projecto, à minha empresa

Estaria a mentir se dissesse que não estou triste. Mal comparado, criar uma empresa é (quase) como criar um filho: as alegrias, as preocupações, as noites sem dormir, as despesas que nunca acabam. A grande diferença é que quando encerra, não é o fim do mundo. É apenas o fim de um ciclo. E essa é a diferença que faz toda a diferença. 

A verdade é que retirei tantas coisas boas desta experiência, que só posso estar feliz por um dia ter tido este sonho! Cresci como pessoa, desafiei limites. Descobri uma Marta que desconhecia. Conheci o lado profissional do Nuno (e adaptei-me a ele - isto de ser marido é muito diferente de ser colega de trabalho). Aprendi a viver fora da zona de conforto. A saber lidar com essa situação.

Conheci pessoas maravilhosas. Fui buscar inspiração em cada uma delas. Não cabem neste post todas as pessoas a quem eu gostava de agradecer. Todas aquelas que nos ajudaram sem pedir nada em troca. E todas as outras, que também me ajudaram a crescer como ser humano (embora o tenham feito pelos motivos menos bons).

Ainda que termine o ciclo, ainda que se fechem algumas portas, fica o conhecimento, ficam as amizades, fica uma vida mais plena e preenchida. E ficam também todas as rugas, os cabelos brancos, ficam quase três anos de vida, mais uma das nossas aventuras a dois, romântica como ela só, a mesma que teve início no dia de S. Valentim de 2011. 

A vida é feita de escolhas e eu acabei de escolher percorrer um novo caminho. Mas, o bichinho do empreendedorismo continua por cá. Só ainda não descobri para onde é que me vai levar a seguir.

Eu acredito e vocês?

Acredito em Portugal. Acredito que este nosso país à beira mar plantado pode continuar a ser a pátria dos nossos filhos e netos. Acredito na sua capacidade produtiva. E acredito que pode continuar a ser competitivo no mercado global.

E tudo isto se torna mais evidente à medida que vou conhecendo mais e mais casos de indústrias de sucesso, ao nível dos têxteis, cerâmica ou, mesmo, descanso. Empresas que souberam encontrar o seu espaço no mercado internacional e que produzem para todo o mundo.

Talvez por isso grandes marcas como o IKEA, a Zara Home, o El Corte Ingles ou, mesmo, o Jamie Oliver, escolham o nosso país para sediar parte da sua produção. Talvez por isso, outras grandes marcas como a Lanidor estejam também a trazer de volta a Portugal parte da sua produção.

Também acredito em todos aqueles que encaram a crise de frente. Trilham o seu caminho. Criam os seus negócios. Que querem (e estão) a fazer acontecer. Acredito neles e acredito que todos juntos estamos a tornar Portugal num país melhor.

Eu continuo a acreditar e vocês?

Empreendedorismo - as minhas regras de ouro

HContadas-posterDV

Poster: Dinheiro Vivo | Meu testemunho - nº 39


Hoje é um dia especial para mim. O dia em que faço 38 anos. E guardei este dia para partilhar convosco algo que também considero especial. Verifico agora que me alonguei. Seja como for, espero que gostem!

O empreendedorismo surgiu na minha vida sem que eu desse conta. Eu e o Nuno falávamos em ter um negócio nosso, em tom de brincadeira, há já algum tempo. Algures em 2011 surgiu a ideia que se veio, mais tarde, a materializar na Home Glam. Nessa altura não se falava de empreendedorismo como se fala hoje mas, quiseram os astros e uns amigos especiais, que nós acelerássemos ao ritmo da Beta-i no 1º beta start. A partir daí tudo se precipitou e levou-nos até onde estamos agora. Olhando para trás, é com imensa alegria que vejo a quantidade enorme de fazedores que surgiram nos últimos dois anos e meio e o passo de gigante que o país deu em termos de empreendedorismo. E, talvez por isso, gosto de partilhar histórias inspiradoras por aqui, como a da Matilde Beldroegas, a da Twiggs, a da Costureira de Palavras e muitas outras que espero trazer até cá. Ajudam a perceber que há muita gente a fazer mais e melhor por este nosso país. E, claro, ajudam a preencher o meu quadro de inspirações que se tornou aqui o Histórias Contadas.

Agora é a minha vez de partilhar convosco alguma da minha experiência como empreendedora. Aprendizagens que fui adquirindo e que acho que podem ser úteis a todos aqueles que já estão ou estão a pensar empreender:  

  • Sejam atrevidos
    O empreendedor é, por definição, atrevido. Atrevimento bom e saudável de quem quer fazer acontecer. Não se esqueçam que o "não" é garantido e tudo que vier a mais é ganho. 
  • Sejam resilientes
    Esta palavra está na moda, mas afinal o que quer dizer? Pensem numa mola, que dobra e volta a dobrar mas, no fim, regressa ao mesmo lugar. A pessoa resiliente é a mola e, acreditem: o empreendedor tem mesmo que ser resiliente!
  • Não se isolem
    O acto de empreender é muito solitário. Por isso, é importante que tenham isso presente e evitem isolar-se em casa. Hoje em dia há muitos coworks e com preços para todas as bolsas. Procurem. Mas acima de tudo não se deixem entrar na fossa.
  • Vivam com o que têm
    Mentalizem-se que irão passar um período sem duas das coisas que fazem mover este mundo: tempo e dinheiro. Mas, por outro lado, vão estar a fazer acontecer o vosso sonho e isso faz-vos sentir vivos, felizes e prontos para continuar.
  • Sejam realistas [e experimentem rápido]
    As estatísticas demonstram que apenas 1 em cada 10 startups sobrevivem aos primeiros 2 anos. Minha gente, a estatística está contra nós. Por isso, transformem o acto de empreender numa sequência de experiências, que podem ou não resultar, mas que devem ser rápidas para o projecto ir avançando pelo bom caminho.
  • Falem com quem sabe
    Felizmente hoje em dia existem muitas iniciativas em Portugal de apoio ao empreendedorismo. As que eu tenho mais próximas são a Beta-i e a João Sem Medo. Cada uma ao seu estilo, ajudaram-me muito a crescer como pessoa e como empreendedora.

E é tudo! Espero que este meu testemunho vos possa ajudar de alguma forma. E, não se esqueçam, o espaço para comentários está mesmo aqui em baixo. Deixem também o vosso testemunho, comentem o que acabei de escrever, ponham questões! Ou, simplesmente, dêem-me os Parabéns ;)

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