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Histórias Contadas

Do meu fim-de-semana

Sábado começa sempre cedo, em modo corrida a caminho do ballet. Visto a mais nova e deixo-a à porta do estúdio, que se fecha à minha frente. Mães não são permitidas, porque distraem as crianças... Guardo, a custo, a curiosidade para a festa de Natal...

Segue-se manhã de brincadeira com uma amiga e depois voamos para o Estádio Universitário, onde o mais velho participa no seu primeiro torneio de rugby. Fico impressionada com a quantidade de meninos que se juntam por ali, vindos dos quatro cantos do país. Antes do jogo, o grito de guerra. Ainda não percebi para que serve este ritual, mas prometo que vou estudar a lição e conhecer as regras do jogo que uniu a África do Sul e que agora ensina o meu filho bonzão a defender-se dos outros meninos. 

A tarde é mais calma e em família. Uma espécie de estágio para a corrida da manhã seguinte. 

No domingo, todos os caminhos vão dar ao Parque das Nações. Por ali, a paisagem pinta-se a fúcsia ao som de Tony Carreira. Ao tiro da partida, um mar de mulheres (e alguns homens) avança Expo fora. Umas a correr outras a andar, todas unidas por esta grande causa. Eu sigo entre elas, no meu ritmo lento. Já próximo do fim, passo pela minha claque preferida: pai e filhos acenam e gritam, para que os veja. Com doses extra de energia e um sorriso tolo no rosto, acelero até à meta.

Depois de um duche rápido, seguimos para o Alentejo. Aqui a paisagem pinta-se em tons de verde. O dia está lindo, ideal para um passeio ao ar livre sob o pretexto do 2º Encontro do Outono, no Montado da Herdade do Freixo do Meio. Quando chegamos o cozido biológico já está esgotado, mas ainda vamos a tempo de almoçar uma sandwich improvisada com queijo da região.

A tarde passa depressa entre passeios pela herdade, ora apreciando as curiosidades que se encontram por aqui, como os cogumelos selvagens apanhados durante a manhã, ora saboreando o famoso pão de bolota acabado de cozer em forno a lenha. Enquanto isso, os mais novos divertem-se a passear numa carroça puxada por um burro, velho e pachorrento, e a fazer tropelias a duas porcas gordas e esfomeadas. 

Sem dúvida que o contacto com a natureza, que nós fazemos questão que eles tenham em doses generosas, é uma inesgotável fonte de calma e inspiração para mais uma semana exigente e turbulenta que se avizinha.

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