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Histórias Contadas

Passatempo Tales in Details: Resultados

Não foi tarefa fácil decidir quem iria ganhar o passatempo Tales in Details aqui no Histórias Contadas. Até porque aquilo que vos pedimos (e que vocês tão bem souberam responder, diga-se!), foi que abrissem o vosso coração e nos falassem dos(as) vossos(as) amigos(as). E claro, isso tem uma grande carga emocional que se fez sentir nos vossos textos.

A todas as leitoras que participaram o meu MUITO OBRIGADA!

Posto isto, e sem mais delongas, a vencedora do passatempo é a Patrícia. Muitos Parabéns! Acaba de ganhar um conjunto de letras super-giras, com a assinatura Tales in Details!

Passemos então à história da Patrícia:


O meu amigo T

Há quase trinta anos que conheço o T, que horror! estamos a ficar velhos. A princípio era uma amizade tímida, típica de miúdos. Mas o tempo foi passando, e a amizade foi crescendo, tanto que já não cabe na definição categórica da própria palavra. Um dia, estou a sair de casa dos meus pais, e encontro T à porta: o que é que estás aqui a fazer?? Olha, vim falar com a tua mãe… preciso de um conselho médico. Tá bem! Mas está tudo bem contigo?... e não estava. Lá estava um linfoma de hodgkin para atrapalhar os anos seguintes… nesse dia, e nos dias seguintes, muitos dias, li tudo o que sabia sobre o tema. E não gostei. Nada. Era o “meu” T a lutar contra uma coisa que eu nem sabia muito bem o que era. Mas como T é forte forte forte como só um grande homem consegue ser, lá derrotou o malvado. Foram dias de angústia, de medo, de dúvida. Mas foram também dias de gargalhadas nervosas entre quimios e radios, e cabelos a cair, dias de abraços fortes e cumplicidades únicas. É tão extraordinário o meu T, que foi ele que me aturou as neuras do cancro dele! Que má que eu fui, mas não consegui lidar com o malvado que minava as células do meu T. Mas ele sim, esteve lá para mim, para me consolar na altura em ele mais precisava. E é assim o meu T. Egoistamente meu! Quando fui estudar para fora, lá chegava, um por semana, um postal do T. Quando me casei, lá estava T ao nosso lado, como testemunha; quando o M nasceu, lá estava T a dar-me conforto e pastéis de nata; quando o P esteve fora, lá estava T a cozinhar para mim a sua magnífica lasanha de beringelas; quando a minha querida avó morreu, lá estava T, seu neto também, a consolar-me. E, tristemente, quando o pai dele morreu, meu pai também, lá estivemos nós, de mãos dadas, muito apertadas, à nossa mãe. E hoje, não falo com o T há uma semana! Morro de saudades! E é assim a minha vida com T. Podia passar mil horas a escrever sobre ele, sobre nós, mas não posso. Tenho que lhe ligar!

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