A-cor-dar #10 :: Primavera
Querida Primavera, precisamos de ti para a-cor-dar aos nossos dias!
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Querida Primavera, precisamos de ti para a-cor-dar aos nossos dias!
A vida escreve-se quando é boa; escreve-se quando é má. E às vezes, quando menos esperamos, também escrevemos com ela* as nossas histórias (contadas).
E escrever tem todo um outro encanto quando se escreve para alguém. Ou quando alguém se revê naquilo que se escreve. E sabe-lhe bem ler o que escrevemos. Tão bem que volta outra e outra vez. E, sem dar conta, torna-se parte do enredo, vira personagem desta história contada.
Juntos chegámos hoje às 100.000 visualizações aqui do blogue. Um número bem redondinho que me deixa muito, muito feliz!
Muito obrigada por estarem desse lado e fazerem parte desta nossa história. Sem vocês ela não teria metade da graça! ♥♥♥
* Inspirado num excerto do livro "Em Portugal não se come mal" do Miguel Esteves Cardoso
Lisboa está cheia de espaços deliciosos por descobrir. Um passeio a pé pelas ruas da cidade e os sentidos despertos levam-nos até muitos deles. E que bem que sabe apreciar Lisboa: a sua luz, sons, cheiros, sabores. Mas há sempre aqueles, mais ou menos secretos, que vão passando despercebidos, mesmo para nós que vivemos a cidade todos os dias.
A forma que eu encontrei para estar a par do melhor que Lisboa tem para oferecer é ir acompanhando amiúde algumas publicações e portais. Hoje resolvi partilhar convosco os que mais gosto. Espero que gostem também!
Hoje podia ser Domingo. Manhã cedo entrava sorrateiramente no vosso quarto, pousava a cabeça sobre o teu peito e por ali ficava dormitando um pouco mais, no meu porto seguro.
Hoje podia ser segunda-feira, dia nacional da torrada com manteiga e da dor de mimo e choramingava uma vez mais, mesmo a tempo de perder a carrinha e ganhar a tua boleia no percurso da escola.
Hoje podia ser quarta-feira, feriado de Assunção de Nossa Senhora e véspera da nossa quinzena anual de férias, lá para os lados da meia praia.
Hoje podia ser quinta-feira e tu levantavas-te cedo só para me levares à universidade. Porque a dureza de começar as aulas às 8 da manhã ganha outra suavidade no embalo compassado do teu carro.
Hoje podia ser sexta-feira, o dia em que o telefone tocou ansioso, mal eu tinha fechado a porta do gabinete médico. E ouviste emocionado a notícia porque esperavas: é um menino!
Hoje podia ser sábado, o mesmo sábado em que me guiaste para os braços do Nuno ao som da Ave Maria de Schubert.
Mas hoje é terça-feira e, apesar do dia do Pai ter sido na semana passada, é o dia perfeito para te dedicar este post. Meu querido pai, meu super-pai, que bom que é ter-te sempre perto de mim!
No sábado fui ao Lisbon Kids Market, desencaminhada por uma mão cheia de mães de coleguinhas da Mariana... Tinha tirado a manhã para arrumações (separar a roupa dos filhotes, organizar roupeiros, começar a fazer a limpeza geral de primavera), programa que adiei com entusiasmo face a tão tentador convite.
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