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Histórias Contadas

Diário de uma mãe #6

Quando temos saúde tudo está bem. Mesmo sem darmos conta. O problema é quando ela falta. É aí que percebemos o quanto nos faz falta.

 

Tudo começou há uns anos atrás. Uma sucessão de otites cerosas precipitou a colocação de drenos nos ouvidos. Quem já passou por isso sabe que se seguem 6 a 12 meses de alguns cuidados, acompanhados de tampões nos ouvidos, banda na cabeça e uma nova rotina no banho e na praia. Depois os tubinhos são expelidos, os tímpanos fecham e tudo volta à normalidade.

Até aqui tudo bem. Mas o cenário alterou-se numa fatídica consulta de rotina em Janeiro de 2012. O tímpano direito estava novamente furado. Sem sintomas ou explicação. E não voltou a fechar.

Das ‘raras’ vezes que isto acontece, a solução passa pela reconstituição do tímpano, dizem os médicos.

 

A intervenção estava planeada há muito. As perspectivas eram as melhores: deixar para trás toda a indumentária de tampões e afins. Brincar livremente na água do mar. E ir para a natação.

Foi isso que a moveu, principalmente a parte de aprender a nadar. Isso, e a doce inocência de ser criança.

Quanto a mim, andei bem nos dias anteriores, absorvida pelos preparativos do Summer Kids Market, pelo evento em si e por uma segunda-feira longa, para deixar tudo pronto.

 

Caiu-me a ficha na terça-feira, quando chegámos ao hospital. É certo que se trata de uma intervenção simples, que a médica é a melhor otorrino do (nosso) mundo e que a Mariana não sente nada. Mas, por mais simples que seja, por melhor que seja a médica, estamos a falar da minha filha… e, nestas coisas de filhos, o racional perde completamente a razão. 

 

A operação não durou mais do que uma hora. E corri para junto dela quando a enfermeira me chamou. Vacilei ao vê-la indefesa, deitada naquela cama, com um enorme penso à volta da cabeça. E a frustração de não poder fazer nada foi tão grande que doeu fundo, bem fundo.

 

Mas, logo acordou e depressa ficou bem! Agora andamos as duas aqui por casa, num mimo pegado. Que estes momentos só nossos escasseiam e não há como aproveitá-los ao máximo, mesmo a pretexto de um tímpano furado.

Adoro-te, meu amor pequenino!

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