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Histórias Contadas

Belver e o museu do sabão

Belver04 by HContadas

Aproveitámos o fim-de-semana de Carnaval para uma escapadinha em família até à Serra da Estrela. Fomos com uns amigos, muitas vezes companheiros de viagem, e os mesmos que nos surpreendem sempre com novos programas e sítios giros para conhecer no nosso Portugal. Desta vez, sugeriram um desvio a Belver, uma vila no Alto Alentejo, situada nas margens do rio Tejo e poucos quilómetros da A23.

Chegámos perto da hora do almoço e seguimos directos para o Sabores de Guidintesta, um restaurante situado mesmo no centro de Belver. Chovia bastante e soube bem entrar naquele espaço que, apesar de amplo, consegue ser acolhedor, devido ao tecto forrado a madeira e ao mobiliário, também ele em madeira. No resto da decoração predomina o branco e alguns apontamentos tipicamente alentejanos como os xailes e as cestas de palha, que dão personalidade ao espaço e nos remetem para os tempos dos nossos avós.

Belver01 by HContadas

Fomos recebidos por um senhor simpático que nos foi adiantando que o prato do dia era veado, uma iguaria que não comemos com frequência e que quisemos experimentar.

Pedimos 4 doses para todos (4 adultos e 4 crianças) e foi comida suficiente. Estava saboroso, mas algumas partes estavam mais secas - escolher caça tem esse risco... O serviço foi um pouco lento, visto que só havia uma pessoa a servir e o restaurante estava quase cheio. Mas, a refeição não ficou cara, à volta dos 25 €/ família, com algumas sobremesas incluídas. 

Tinhamos em mente dar uma volta por Belver a seguir ao almoço. Passear pelas ruas estreitas, subir até ao Castelo, contemplar o Tejo e a barragem. Mas, continuava a chover e optámos por ir conhecer o Museu do Sabão.

Belver03 by HContadas

Reza a história que foi em Belver que funcionou durante muito tempo a Real Fábrica de Sabão, a qual viria a fechar já no século XX. Daí que produção de sabão tenha assumido uma inegável importância económica e social nesta vila e em toda a região. Há alguns anos, o município resolveu recuperar este legado histórico, criando o Museu do Sabão numa antiga escola primária.

O Museu é relativamente pequeno, dispondo de uma sala principal e de duas ou três salas anexas, onde podemos ver os utensílios e ingredientes outrora utilizados na produção do sabão: cinzas, cal, borras de azeite e água, e um filme que nos conta a história e a arte do sabão e saboeiros.

A arquitectura está bem conseguida, num jogo de luz e reflexos que fazem lembrar os reflexos das bolas de sabão. E a parte gira, para nós adultos, foi recordar algumas relíquias, que remetem para as memórias da infância, como as embalagens antigas do sabonete Lux ou do OMO. Enquanto isso, as crianças andaram divertidas a rebentar bolas de sabão virtuais em computadores espalhados pela sala.

Belver05 by HContadas

A meio da tarde seguimos viagem. Para trás ficou Belver, o Museu e a vontade de regressar num dia de Sol para conhecer esta pitoresca vila alentejana.

 

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