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Histórias Contadas

Histórias, Festas e Montras

Olá! Hoje é dia de novidades aqui pelo blogue: desafiei a Sofia da Bistrot Chic a ser minha blogger convidada. O único pedido que lhe fiz foi o de falar sobre decoração de montras de lojas, um trabalho que ela tão bem sabe fazer e que pode ser visto por estes dias na montra da RGB interiores! Com toda a sua criatividade, transformou o meu desafio numa história, ou não estivessemos nós por aqui ;)

Hoje o espaço é da Sofia. Espero que gostem!

 

"Comecei a contar histórias embrulhadas em festas para deliciar a minha filha. Uma dessas festas, que por acaso deu início à Bistrot Chic, chamava-se “Paris em Lisboa”. Nessa história, convidava-se as crianças a vivenciar o espírito de Paris. A imaginarem-se nas ruas, a ver o Sena da Torre Eiffel e a comer macarons numa pastelaria chique. Para criar esta história apliquei o que sabia sobre o tema, a minha experiência pessoal, os valores que queria transmitir à minha filha e que são importantes para mim.

Quando me pediram para fazer uma montra pensei que talvez não devesse aceitar, pois não percebia nada de montras. Depois reflecti um pouco mais sobre o que é criar uma festa. E conclui que talvez fazer uma festa ou decorar uma montra não fossem coisas assim tão diferentes. O que as liga é a arte de contar uma história. Contar uma história começa com um tema: “Era uma vez...”. É como fazer uma promessa. De que vai valer a pena ver, escutar e participar. Uma história capta a nossa atenção, não por acaso, mas por design. Numa festa, como numa montra, nós somos os receptores mas também os personagens da história. Ao criar o tema, o designer faz uma promessa. Depois tem que a concretizar num cenário, o palco onde tudo se desenrola, no guião que irá conduzir os personagens ao longo da narrativa, na selecção dos artefactos que farão parte do caminho a percorrer. Cores, padrões, objectos, tudo são dispositivos para libertar a imaginação. 

A minha primeira montra teve com tema a ideia de uma “tarde romântica”, feita de tecidos primaveris e pedacinhos de musgo, passarinhos para lhe dar o ambiente de campo inglês. Um convite ao transeunte a sentir as cores e perfumes de uma manhã de Primavera.

BistrotChic01 by HContadas
BistrotChic02 by HContadas

A surpresa foi o elemento permanente na segunda montra. Uma moldura preta e dourada e um contexto de elementos de glamour nocturno chique criaram a “Purple night”.

BistrotChic03 by HContadas
BistrotChic04 by HContadas

A pensar num sonho de infância desenhei “Um piquenique no campo”. Partindo de uma bicicleta clássica, os elementos campestres transportam através de um passeio pelo campo que termina num divertido piquenique, alegre e barulhento, um imaginário que todos mantemos como um dos nossos maiores tesouros.

BistrotChic05 by HContadas
BistrotChic06 by HContadas

Numa história, cada personagem tem um propósito essencial: encontrar a beleza, dominar o mal, proteger a prole, reencontrar os pais. Em pequena, a história que mais me encantou foi a da Cinderela. O seu propósito essencial era a procura da felicidade. O seu caminho exigia transformação, fazer escolhas, umas boas, outras piores. A mudança é indissociável de uma boa história. Porque o propósito essencial só pode ser atingido pela transformação. Nascemos para viver histórias e as histórias que vivemos fazem de nós o que somos."

 

Se quiserem acompanhar mais de perto o trabalho da Sofia podem fazê-lo através do blogue ou da página do FB.

Passatempo Tales in Details: Resultados

Não foi tarefa fácil decidir quem iria ganhar o passatempo Tales in Details aqui no Histórias Contadas. Até porque aquilo que vos pedimos (e que vocês tão bem souberam responder, diga-se!), foi que abrissem o vosso coração e nos falassem dos(as) vossos(as) amigos(as). E claro, isso tem uma grande carga emocional que se fez sentir nos vossos textos.

A todas as leitoras que participaram o meu MUITO OBRIGADA!

Posto isto, e sem mais delongas, a vencedora do passatempo é a Patrícia. Muitos Parabéns! Acaba de ganhar um conjunto de letras super-giras, com a assinatura Tales in Details!

Passemos então à história da Patrícia:


O meu amigo T

Há quase trinta anos que conheço o T, que horror! estamos a ficar velhos. A princípio era uma amizade tímida, típica de miúdos. Mas o tempo foi passando, e a amizade foi crescendo, tanto que já não cabe na definição categórica da própria palavra. Um dia, estou a sair de casa dos meus pais, e encontro T à porta: o que é que estás aqui a fazer?? Olha, vim falar com a tua mãe… preciso de um conselho médico. Tá bem! Mas está tudo bem contigo?... e não estava. Lá estava um linfoma de hodgkin para atrapalhar os anos seguintes… nesse dia, e nos dias seguintes, muitos dias, li tudo o que sabia sobre o tema. E não gostei. Nada. Era o “meu” T a lutar contra uma coisa que eu nem sabia muito bem o que era. Mas como T é forte forte forte como só um grande homem consegue ser, lá derrotou o malvado. Foram dias de angústia, de medo, de dúvida. Mas foram também dias de gargalhadas nervosas entre quimios e radios, e cabelos a cair, dias de abraços fortes e cumplicidades únicas. É tão extraordinário o meu T, que foi ele que me aturou as neuras do cancro dele! Que má que eu fui, mas não consegui lidar com o malvado que minava as células do meu T. Mas ele sim, esteve lá para mim, para me consolar na altura em ele mais precisava. E é assim o meu T. Egoistamente meu! Quando fui estudar para fora, lá chegava, um por semana, um postal do T. Quando me casei, lá estava T ao nosso lado, como testemunha; quando o M nasceu, lá estava T a dar-me conforto e pastéis de nata; quando o P esteve fora, lá estava T a cozinhar para mim a sua magnífica lasanha de beringelas; quando a minha querida avó morreu, lá estava T, seu neto também, a consolar-me. E, tristemente, quando o pai dele morreu, meu pai também, lá estivemos nós, de mãos dadas, muito apertadas, à nossa mãe. E hoje, não falo com o T há uma semana! Morro de saudades! E é assim a minha vida com T. Podia passar mil horas a escrever sobre ele, sobre nós, mas não posso. Tenho que lhe ligar!

A ternura dos quarenta

Quote by HContadas

Hoje é dia de aniversário. Dia em que os meus pais fazem 41 anos de casados. Por isso, o post de hoje é dedicado a eles, a Vocês ;)

Num mundo em plena mudança, onde se instalou a incerteza (atrevo-me, até, a dizer, o caos), é tão, tão bom ter estes exemplos, estes portos seguros. De pessoas que se amam, que se respeitam, que continuam juntas apesar de todas as adversidades da vida. Claro que têm os seus momentos, os seus amuos. Que a vida é feita de bons e maus dias, de altos e baixos. Mas sabem perceber isso mesmo, sabem dar importância ao que merece ter importância e ultrapassar as provações.

Tenho para mim que o amor percorre as várias estações do ano. Cada qual com os seus encantos. Começa com o calor (e a paixão) do Verão e segue por aí fora. Os meus pais já as percorreram a todas. Agora estão na Primavera. Aqui, o amor ganha mais tempo, renasce após anos de separação diária. Re-descobre a vivência a dois. Temperado com a cor e a alegria trazida pelos netos. Temperado com a ternura dos quarenta.

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